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Apresentação sobre “A História do Samba”.

1917 – É gravado o primeiro samba, “Pelo telefone”, que teria sido composta coletivamente na casa da Tia Ciata, mas os créditos ficaram apenas com Donga e o jornalista Mauro de Almeida.

PELO TELEFONE
Donga

Conta-se aqui breve história do fonograma – estou encaminhando resumo anexo.
A comercialização fez com que um samba passasse a pertencer a quem o registrasse primeiro. O novo ritmo firmou-se no mercado fonográfico e, a partir da inauguração do rádio em 1922, chegou às casas da classe média.

Década de 20 – Os grandes compositores do período inicial foram Sinhô (José Barbosa da Silva), Caninha (José Luís Morais), Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana) e João da Baiana (João Machado Guedes).

O samba-choro, de maior complexidade melódica e harmônica, derivado do choro instrumental.

CARINHOSO
Pixinguinha

1928 – É fundada a “Deixa Falar” é considerada a primeira escola de samba da história. Ela foi fundada, em 1928, por sambistas como Ismael Silva, Bide, Oswaldo da Papoula e Brancura e deu origem à “Estácio de Sá”. Seus integrantes são considerados pais do formato clássico do samba – com ritmo mais dançante (menos influenciado pelo maxixe) e introdução do uso de cuíca, surdo e tamborim no ritmo.
Aqui começa a trajetória dos sambas enredo, criado sobre um tema histórico ou outro previamente escolhido pelos dirigentes da escola para servir de enredo ao desfile no carnaval.

AQUARELA BRASILEIRA
Silas de Oliveira

O samba-canção, de melodia elaborada, temática sentimental e andamento lento, que teve como primeiro grande sucesso Linda flor (Ai, Ioiô), de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto

LINDA FLOR – AI IÔIÔ
Henrique Vogeler – Luiz Peixoto – Marques Porto – Cândido Costa

 

Década de 30 – nessa fase nasceu o samba dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio e Osvaldo Cruz, e dos morros da Mangueira, Salgueiro e São Carlos, com inovações rítmicas que ainda perduram. Nessa transição, ligada ao surgimento das escolas de samba, destacaram-se os compositores Ismael Silva, Nílton Bastos, Cartola (Angenor de Oliveira) e Heitor dos Prazeres.

SE VOCÊ JURAR
Ismael Silva

Alvorada
Cartola

Samba de Breque – lançado por Heitor dos Prazeres, e imortalizado por Moreira da Silva.

ACERTEI NO MILHAR
Moreira da Silva

Décadas de 30 e 40 – O samba-canção, também conhecido como samba de meio do ano, conheceu o apogeu nas décadas de 1930 e 1940. Seus mais famosos compositores foram Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, Braguinha (João de Barro) e Ataulfo Alves.

PALPITE INFELIZ
Noel Rosa

AI, QUE SAUDADES DA AMÉLIA
Ataulfo Alves e Mário Lago

Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, gravada por Francisco Alves em 1939, foi o primeiro sucesso do gênero samba-exaltação, de melodia extensa e versos patrióticos.

AQUARELA DO BRASIL
Ary Barroso

Décadas de 40 e 50 – A partir de meados da década de 40 e ao longo da década de 50, o samba sofreu nova influência de ritmos latinos e americanos: surgiu o samba de gafieira, mais propriamente uma forma de tocar, – geralmente instrumental, influenciada pelas orquestras americanas, adequada para danças aos pares praticadas em salões públicos, gafieiras e cabarés – do que um novo gênero.

Estatuto da Gafieira
Billy Blanco

Nos anos 60 os músicos dessas orquestras começam a incorporar um estilo mais americano, criando o “Sambalalço”.

W/Brasil
Jorge Bem Jor

Ressurge então o “Partido alto”, com compositores se apresentando mais individualmente. Nessa leva temos João de Barro, Dorival Caymmi, Lúcio Alves, Ataulfo Alves, Herivelto Martins, Wilson Batista e Geraldo Pereira.

SAMBA DA MINHA TERRA
Dorival Caymmi

Em 1958 surge a Bossa Nova. A influência do jazz aprofundou-se e foram incorporadas técnicas musicais eruditas. O movimento, que nasceu na zona sul do Rio de Janeiro, modificou a acentuação rítmica original e inaugurou um estilo diferente de cantar, intimista e suave. A partir de um festival no Carnegie Hall de Nova York, em 1962, a bossa nova alcançou sucesso mundial.

GAROTA DE IPANEMA ou CHEGA DE SAUDADE
Tom Jobim e Vinicius de Moraes

Décadas de 70 e 80 – O retorno à batida tradicional do samba ocorreu no final da década de 60 e ao longo da década de 70 e foi brilhantemente defendido por Chico Buarque, Billy Blanco e Paulinho da Viola e pelos veteranos Zé Kéti, Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia e Martinho da Vila.

Onde a dor não tem razão
Paulinho da Viola e Elton Medeiros

Um Pagode

Tendência
Dona Ivone Lara e Jorge Aragão

Pretendo terminar essa apresentação sem chorar, não me pergunte como, mas dizendo pra galera “ouvir samba”, “ouvir nossa história”.

Vai passar
Chico Buarque de Hollanda