Apresentação sobre a vida e obra de Tom Jobim
Apresentação de Tom Jobim, sua infância, formação musical, até mais maduro, tocando piano nas noites do “Beco das Garrafas” (Copacabana / Rio de Janeiro), onde, casualmente, conheceu um “parceirinho” legal, Vinícius de Moraes.
Vinícius queria musicar as poesias da peça, e fez parceria com Antônio Carlos de Almeida Brasileiro Jobim, o Tom Jobim. Existem várias versões de “quem apresentou Vina (como era chamado pelos amigos) e Tom, um deles Lúcio Rangel, mas, na verdade, Tom e Vina se conheceram no “Beco das Garrafas”, reduto de boa música e muita boemia, quando Tom tocava na noite “para poder pagar o aluguel”, e Vina sentava-se ao seu lado e ficava cantando junto. Isso atrapalhava Tom, mas como Vina sempre oferecia whisky, Tom lá o deixava e acabaram ficando grandes amigos. Essa história foi contada pelo próprio Tom à autora dessa pesquisa, que quando o encontrou e comentou sobre a apresentação que estava realizando – e Tom adorou! – o perguntou como eles se conheceram, já que em suas pesquisas haviam várias versões, e Tom, rindo muito, a contou que eles sempre faziam de conta que não se conheciam, e a brincadeira sempre rolava, por isso não existe um dado oficial, era pura brincadeira entre os dois.
“Orfeu da Conceição” foi encenada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o elenco todo de atores negros, num tempo que “não era permitida a entrada de negros no teatro”, e, para espanto de todos, foi um absoluto sucesso. Acabada a temporada, a peça ia para São Paulo, mas o caminhão com TUDO da produção – vestimentas, cenários, adereços, tudo – foi “roubado na Via Dutra”. Isso em 1956. E a peça sumiu, não foi remontada.
Em 1958 o diretor francês Marcel Camus filmou a obra com o título de “Orfeu do carnaval”, que ganhou o Festival de Canes e o “OSCAR” de melhor filme estrangeiro.
Bem, em 1956 assumiu o poder Juscelino Kubitschek, o Presidente que teve como meta fazer no Brasil um governo de 50 anos em 05. Abriu a alfândega, permitindo que grandes empresas internacionais viessem para o Brasil, e, principalmente, construiu Brasília.
Foi uma época de grande desenvolvimento no Brasil, e a gíria da época era “uma bossa”, e o estilo musical que estava chegando virou a “Bossa Nova”.
Essa “Bossa” vinha trazendo esse novo estilo de se fazer música, com “letras em formato poético”, e, com os novos ares do povo Brasileiro, que na época ouvia muito o “Samba Canção” – que eram lindas, mas com temas muito tristes, com amores traídos, desfeitos, sofridos, chega um novo modo de se cantar. Isso tinha “a cara do povo brasileiro” na época, era uma nova era…
A Felicidade
A “Bossa Nova” é constituída de um tripé: a poesia de Vinícius, a forma de compor, uma linguagem musical de Tom Jobim com muito mais harmonia, e a “levada”, a forma de interpretar, de João Gilberto.
Em 1958 Elizete Cardoso, uma diva de voz belíssima, gravou o disco “Canção do amor demais”, e, pela primeira vez com o violão de João Gilberto, foi gravada “Chega de saudade” – começava aí a “Bossa Nova”, estilo que revolucionou a música no mundo inteiro.
Chega de saudade
A Bossa Nova no mundo.
Em 1962 “essa nova bossa” já era conhecida fora das fronteiras do Rio de Janeiro. Muitos jovens compositores se reuniam em casas de amigos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, sempre sob a influência de Vinícius, que era um “amigão” de todos, e nunca imaginariam que fossem sair dali do bairro, mas um empresário americano veio ao Brasil e convidou a todos para fazerem uma apresentação no Carnegie Hall, famosa casa de espetáculos em Nova York, e levou essa “meninada” para lá, sem qualquer ensaio, direção, orientação, nada! Mas, para espanto deles mesmos, tudo deu certo e foram aplaudidos de pé, dando margem para início das carreiras deles.
Nesse dia foi apresentada em público pela primeira vez essa música, que é, até hoje, a segunda música mais executada no mundo inteiro, só perdendo para “Help”, dos The Beatles:
Garota de Ipanema
Carioca “da gema” sempre com um eterno olhar para a sua Cidade Maravilhosa.
Corcovado
Samba do avião
O olhar para a mulher, o respeito, a delicadeza.
Luiza
A filhotinha..
O samba de Maria Luiza
Tom cantando um pouco da “história do Brasil”..
Anos dourados
Voltando o contexto da “música ‘erudita’ brasileira” subindo o morro.
Piano na Mangueira
O eterno olhar para a Natureza.
Águas de março